segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Tamboril ontem

Basta uma observada nos posts “Tamboril hoje” e “Breve cronologia da vida de Sampaio” para perceber que o município onde o patrono da infantaria nasceu fora criado quando ele já tinha 44 anos. Mas como?
Bem, evidentemente, qualquer município atual já foi uma vasta extensão de terra desabitada um dia, e, de lá pra cá, tem muita história! Com Tamboril, não foi diferente. A sua evolução histórica se deu pela religião católica!
A história é a seguinte... Em meados do século XVIII, um capitão, juntamente com sua esposa, situou fazendas lá na região. E deu certo! Mas, uma terrível seca pôs em risco a prosperidade do lugar, além de sujeitá-lo a uma possível perda de rebanhos. Havia escassez de água e comida. O capitão, porém, sonhou com uma santa, que o guiou para que ele construísse uma barragem a fim de reter a água de um rio próximo e assim formar reservatórios que suprissem as suas necessidades. Ele fez conforme o sonho, salvando, dessa forma, a região. Quanto à santa, o capitão prometeu edificar uma capela em sua homenagem. Antes que a promessa pudesse ser cumprida, o capitão faleceu. Entretanto, os familiares dele levaram a diante o projeto. E assim foi. A partir da construção da capela, a população local começou a crescer em sua volta.
Sampaio nasceu na fazenda Vitor, em meio a uma série de transformações na região. A situação só se estabilizou quando ele já estava com 44 anos. Daí por diante foi só alegria. Em 1933, Tamboril foi emancipada. Com a emancipação, o município tomou novos rumos, crescendo e se desenvolvendo mais.

Corrêa

domingo, 29 de agosto de 2010

Uma Época Conturbada II

Vítima da inversão brasileira e influenciada pelas idéias iluministas que rondavam a Europa, a elite portuguesa optou pelo fim do absolutismo. Por volta do ano de 1820, na cidade de Porto, iniciou-se um processo revolucionário apresentando como exigências básicas o imediato retorno do rei português para a Europa e a convocação de uma assembléia nacional constituinte que, pela elaboração de uma Constituição, daria fim ao absolutismo monárquico. Dom João VI decidiu voltar à Portugal em 26 de Abril de 1921. A Revolta do Porto apresentou aspectos contraditórios para a sociedade portuguesa. O movimento deu início à passagem efetiva do absolutismo para a ordem liberal, mas acabou interferindo diretamente na emancipação brasileira. Isso porque, ao tentarem reduzir novamente o território brasileiro à condição de colônia, as Cortes acabaram desencadeando o processo que daria fim ao jugo português na América.

A crescente determinação portuguesa de recolonizar o Brasil e dessa forma retirar da elite rural brasileira suas conquistas econômicas e administrativas provocou o movimento emancipacionista no Brasil. Conseguindo ganhar o apoio do príncipe regente, os senhores rurais lideraram o processo de rompimento definitivo dos Laos de união política com a metrópole lusitana, após obterem a permanência de Dom Pedro (o Fico) e a declaração de independência em 1822.

Superada a fase de separação de Portugal, a principal preocupação da aristocracia rural consistia em controlar a organização do novo Estado brasileiro, conseguindo conduzir a eleição para a Assembléia Constituinte de 1823 de maneira a refletir seus interesses. O texto, inspirado nos iluministas, centrava-se em dois pontos básicos: a soberania nacional e o liberalismo econômico. O nome dessa constituição, Constituição da Mandioca, relacionava-se com a condição econômica dos eleitores, que precisavam ter uma renda mínima de 150 alqueires de farinha de mandioca; estes só poderiam eleger eleitores com 250 alqueires e eles só poderiam eleger deputados e senadores com rendas de 500 e 1000 alqueires, respectivamente. Esse sistema eleitoral excluía as camadas populares e os comerciantes, já que era necessário ter uma mercadoria (a farinha de mandioca) e não renda monetária. No dia 12 de Novembro, após grande antagonismo dos partidos Brasileiro e Português, Dom Pedro dissolveu a constituinte.

Seguiu-se uma onda de descontentamento. Dom Pedro I, para atenuar os protestos, escolheu uma comissão de dez membros para elaborar uma constituição que sem passar por uma assembléia, foi imposta. A Constituição de 1824 representou uma vitória do executivo sobre o legislativo, do imperador sobre a aristocracia rural e o Partido Português ascendeu ao poder. O voto censitário foi consolidado, foram adotados os quatro poderes (executivo, legislativo, judiciário e moderador), o catolicismo foi reconhecido como religião oficial do estado e a estrutura colonial escravocrata, latifundiária e exportadora foi mantida.

Giovana Hoff

Uma Época Conturbada I

Antônio de Sampaio nasceu no Brasil Colônia que em alguns anos tornou-se uma nação independente. Uma família real fugiu de Portugal, Dom João VI abriu as portas para as nações estrangeiras, os pernambucanos revoltaram-se, Dom João foi embora e Dom Pedro I disse que ficava, a mandioca participou da Constituição, alguns reconheceram o Brasil, Dom Pedro I abdicou de nós, ocorreram algumas regências, aplicaram o Golpe da Maioridade e Dom Pedro II assumiu o comando do Brasil.

A corte a nobreza lusitana saíram em 29 de novembro de 1807, escoltados pela esquadra inglesa, levando a metade do dinheiro em circulação e mais todo o ouro, prata e diamantes que os 15 000 funcionários do Estado conseguiram carregar. Essa fuga foi necessária devido às invasões napoleônicas no norte de Portugal. A Inglaterra, interessada na parceria econômica com o país luso e suas colônias, ajudou a corte real a fugir.

Com a chegada da Família Real em terras brasileiras, as relações metrópole-colônia se modificaram. O príncipe regente Dom João determinou a abertura dos portos para os navios de nações amigas e elevou o Brasil a Reino Unido a Portugal e Algarve. Isso significou o fim do Pacto Colonial. Relembrando, pacto colonial era uma prática colonialista em que a colônia ficava obrigada a comercializar somente com a sua metrópole e nunca poderia concorrer com esta.

No entanto, a categoria de Reino Unido não evitava os problemas econômicos. Esses se agravaram mais ainda com a crise européia geral que se seguiu à queda de Napoleão, em 1815. No Brasil, o Nordeste era a região onde as crises econômicas e sociais se tornavam mais agudas; ao declínio da produção açucareira e algodoeira somaram-se a pressão dos impostos criados em 1812 para a formação das tropas lusitanas e o agravamento das condições de vida dos nordestinos por causa da seca de 1816. Em contrapartida, os comerciantes portugueses continuavam a controlar as atividades de importação e exportação, provocando o endividamento e a dependência progressiva dos grandes proprietários. Tudo isso estimulou a Insurreição Pernambucana em 1817. O movimento, de caráter separatista, proclamou uma República e organizou um Governo Provisório responsável pela elaboração de uma Lei Orgânica, a qual teve como princípio a liberdade de consciência, de imprensa e de culto. O movimento foi derrotado em 19 de maio de 1817, seguindo-se o fuzilamento e enforcamento dos líderes.

Giovana Hoff

Tamboril hoje


Algumas informações sobre Tamboril:

Data de criação:
04/10/1854

Localização:
Microrregião do Sertão de Crateús.

Municípios limítrofes:
Catunda, Crateús, Hidrolândia, Independência, Ipaporanga, Monsenhor Tabosa e Nova Russas.

Distância de Fortaleza:
301,0km

Área:
1961,63km quadrado.

Altitude média:
240,81m acima do nível do mar.

Latitude: 4º42´24"S
Longitude: 40º33´47”w.

Toponímia (Toponímia estuda os topónimos, ou seja, nomes próprios de lugares, da sua origem e evolução):
Proveniente da denominação de árvore existente na região precedente da família das leguminosas minosóidas.

Gentílico:
Tamboriense.

Clima:
Tropical quente semi-árido com chuvas de janeiro a abril.
Temperatura: Apresenta uma variação de 5,1ºC, entre os meses de novembro (29,0ºC) de junho (23,9ºC). As médias máximas e mínimas ocorrem nos meses de outubro (35,4ºC) e julho (18,8ºC).
Os ventos sopram no quadrante nordeste/sudeste, com velocidades que variam de 2,7m/s em fevereiro a 3,7 em julho e novembro. Tropical quente semi-árido de janeiro a abril.

Relevo:
Depressão sertaneja e maciça residuais. Vegetação: Caatinga arbustiva aberta e floresta caducifólica espinhosa e floresta subcaducifólica tropical pluvial.

Fonte:
http://www.tamboril.ce.gov.br/

Corrêa e Hellwig

O Uniforme do Infante

No tempo das guerras de Napoleão Bonaparte, de 1769 a 1821, os soldados possuíam uniformes vistosos e coloridos, como as roupas dos nobres da moda para serem reconhecidos pelos pares e se distinguir do inimigo na confusão do campo de batalha. Com o passar do tempo e a evolução das armas e das técnicas de guerra os uniformes passaram a ser de cores que os confundissem com o ambiente de entorno, o que ficou conhecido com uniforme camuflado.

Fonte:

http://wikilusa.com/wiki/Infantaria

Tayane

O Sistema de Trincheiras

As trincheiras tinham habitualmente 2,30 metros de profundidade e 2 metros de largura. Nos parapeitos das trincheiras eram colocados sacos de areia (os "parados") para absorverem as balas e os estilhaços das bombas. Numa trincheira com esta profundidade não se conseguia espreitar, por isso, havia uma espécie de elevação no interior conhecida como "fire step". As trincheiras não eram construídas em linha reta. Muitas eram perpendiculares de forma a que se o inimigo conseguisse tomar uma parte da trincheira, estava sujeito ao fogo das de apoio e das perpendiculares. Elas eram protegidas pelo arame farpado e por postos de metralhadora. Cavavam-se também trincheiras pela "terra de ninguém" dentro para ouvir o que se passava na posição inimiga ou para capturar soldados e depois interrogá-los.

A TERRA DE NINGUÉM

"Terra de ninguém" foi o termo usado pelos soldados para descrever o terreno entre duas trincheiras inimigas. A distância entre elas variava, mas na Frente Ocidental era, em média, de 230 metros. Ela continha grandes quantidades de arame farpado. Nas zonas de onde se previam mais ataques podia haver 10 barreiras de arame farpado antes da primeira trincheira. Em algumas zonas o arame farpado ocupava mais de 30 metros de espessura.

Era muito difícil atravessar a "terra de ninguém". Os soldados não só tinham que evitar as metralhadoras e as explosões, como tinham que ultrapassar as inúmeras barreiras de arame farpado, os detritos de material destruído ou abandonado e as crateras cheias de água e lama provocadas pelas bombas.

GÁS VENENOSO

Os gases venenosos eram conhecidos muito antes da 1ª Guerra Mundial, mas os oficiais do exército mostravam relutância em utilizá-los porque os consideravam uma arma incivilizada. O exército francês foi o primeiro a utilizá-los, quando no primeiro mês de guerra dispararam granadas de gás lacrimejante contra os alemães.

Era importante ter em consideração as condições atmosféricas antes de lançar um ataque com gás. Quando o exército britânico, por exemplo, lançou um ataque com gás em 25 de Setembro de 1915, o vento soprou contra o rosto das tropas britânicas mais avançadas provocando pesadas baixas. Este problema foi ultrapassado em 1916 quando se começou a utilizar a artilharia pesada para lançar bombas de gás a grande distância.

Fonte:

http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=1027

Tayane

História da Infantaria

A Infantaria é a mais antiga arma do Exército e geralmente dotada dos maiores efetivos, formada por soldados que podem combater em todos os tipos de terreno e sob quaisquer condições meteorológicas, podendo utilizar variados meios de transporte para serem levados à frente de combate. Sua principal missão é conquistar e manter o terreno, aproveitando a capacidade de progredir em pequenas frações, de difícil detecção e grande mobilidade.

A Infantaria tradicional teve suas origens nos combatentes gregos e romanos, que lutavam em grupos compactos, armados de espadas e lanças e protegidos por couraças e elmos metálicos. Com o surgimento das armas de fogo, ao final da Idade Média, a infantaria passou a ter organização tática e emprego diferente, sendo empregada em linhas contínuas de atiradores, lado a lado que se contrapunham à outra linha, em frente, do inimigo.

A evolução e aumento da capacidade das armas de fogo fizeram com que a infantaria deixasse de ser empregada em linhas de atiradores. O desenvolvimento da artilharia, no século XIX, quando as armas passaram a ter maior alcance e maior número de disparos por minuto, também contribuiu para que o emprego da infantaria fosse alterado.

Fonte:

http://wikilusa.com/wiki/Infantaria

Tayane