Há 200 anos, nasceu Antônio de Sampaio, bravo combatente brasileiro, que participou da Guerra da Tríplice Aliança entre outras batalhas, honrando a pátria com seu sangue. Este blog tem por finalidade homenagear o Brigadeiro Sampaio, patrono da Infantaria, e analisar aspectos da época em que viveu, estabelecendo comparações e fazendo comentários. Salve o Brasil!
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Conclusão III
Também foi muito interessante pesquisar sobre aspectos do seu cotidiano e da época em que viveu, como a cidade de Tamboril e o panorama político do Brasil. Ir ao Museu do CMS e à Praça Brig. Sampaio também foi essencial para dar forma aos conteúdos já vistos tanto nos livros quanto nos sites que nós visitamos.
O último comentário que devo fazer é quanto à construção de um blog; nunca achei que seria tão complexo montar um. Também não acreditei nesse método avaliativo, pois seria muito fácil receber uma nota maior do que se o trabalho fosse escrito ou apresentado. No entanto, me surpreendi ao tomar contato com o mundo blogueiro.
Feliz por ter feito mais este T.I. e na espera de uma recompensa à altura,
Giovana Hoff
Conclusão II
Jociele Rezende
Conclusão I
Corrêa
Uma Época Conturbada III
Os políticos liberais desconfiavam do Imperador; sua personalidade autoritária e impulsiva justificava as preocupações quanto a um possível governo de caráter absolutista. Entre aqueles políticos, existiam os que temiam a volta do domínio português; ao alardearem suas preocupações, deixaram desassossegada e sensível a opinião pública. As camadas populares da capital ficaram indignadas e o imperador passou a sofrer pressões ameaçadoras como a dos violentos incidentes da “Noite das Garrafadas”, que o visavam diretamente. A crise chegou ao ápice com a morte de D. João VI, que causou o problema da sucessão ao trono português. Com seu espaço político cada vez mais reduzido – e tendo pela frente o projeto tentador de intervir na sucessão portuguesa – D. Pedro I abdicou em favor do filho, de apenas seis anos de idade, em sete de abril de 1831. A abdicação significou uma vitória para determinados grupos sociais que se proclamavam adeptos do “liberalismo”. Através das regências, durante a menoridade do segundo imperador, o Partido Brasileiro chegou ao poder.
A primeira regência governou durante três meses. Em junho de 1381 a Assembléia Geral elegeu a Regência Trina Permanente, composta por apenas representantes dos moderados (favoráveis a monarquia não-absolutista e ao centralismo administrativo para a união territorial). A Guarda Nacional foi criada nessa época, em 18 de agosto, pelo ministro da Justiça Padre Feijó. Algumas reformas na Constituição foram feitas, como o Ato Adicional de 1824. Este ato foi importante porque transformou a regência trina em regência uma e dividiu as forças políticas entre os que aceitavam tal regime (progressistas) e o que eram contra ele (regressistas). Assim, elegeu-se Padre Feijó, progressista. Essas disputas políticas acirravam os conflitos entre as elites aristocráticas e as camadas populares, que desde a época da independência aspiravam a transformações socioeconômicas capazes de melhorar suas precárias condições de sobrevivência. À medida que a independência política do Brasil ia se consolidando, as elites agrárias concretizavam seus interesses econômicos e políticos, utilizando-se das massas populares para implantar sua hegemonia. A esses fatos, seguiram-se algumas revoltas, como a Cabanagem, a Farroupilha, a Balaiada e a Sabinada. Diante de uma oposição cada vez mais crescente, Feijó viu-se sem condições de permanecer no cargo, renunciando em 1837; Araújo lima assumiu o governo pela indicação do legislativo.
O Golpe da Maioridade foi tramado pelos liberais em favor da coroação antecipada de D. Pedro II. Os liberais acreditavam na possibilidade de conquistar vantagens políticas com o novo governo. A partir daí, D. Pedro II governou o Brasil. Sampaio morreu em 1866 no mesmo regime de governo
Giovana Hoff
Armas do Exército
Além da infantaria existem outras subdivisões militares que desempenham, cada uma, importantes e diferentes funções. A cavalaria, por exemplo, foi criada devido à necessidade na busca de informações sobre o inimigo e sobre a região de operações. Ela participa de ações ofensivas e defensivas, é carcterizada por grande potência de fogo, proteção blindada e uma ampla rede de comunicações. Com a origem ligada à organização do Regimento de Dragões Auxiliares, em Pernambuco,
ela teve grande importância em diversas batalhas sendo a principal a Guerra da Tríplice Aliança. Osório é o patrono da cavalaria, e em sua homenagem foi criado, no Rio Grande do Sul, o parque Marechal Osório, onde nele está presente a casa em que nasceu.
A artilharia, que tem como patrono Mallet, também atuou com bastante competência na Guerra da Tríplice Aliança e na II Guerra Mundial. Ela é o principal meio de apoio de fogo terrestre. Os armamentos utilizados são canhões, foguetes e mísseis, destruindo os alvos que ameaçem a operação. A artilharia ainda pode ser subdividida, existe a artilharia antiaérea e a artilharia de costa que atuam, respectivamente, na defesa contra alvos aéreos e
marítimos.

Outra importante arma é a arma de Comunicações. É ela quem fornece todo o tipo de dado e comando para antes, durante e depois da batalha, além disso, é usada também para dificultar a comunicação de inimigos e facilitar a própria. A arma de Comunicações tem como patrono o Marechal Rondon.
Outra arma com destaque no Exército Brasileiro é a Engenharia. Ela é responsável pela
manutenção de veículos, por traçar trilhas, enfim, dar apoio, mobilidade e proteção terrestre aos componentes desta arma e de outras. Por mais que não seja muito conhecida, ela dá condições no ambiente para que a missão que esteja ocorrendo possa ser contínua. Fornece também uma barreira de proteção para os batalhões e ainda tenta anular ao máximo a intervenção de inimigos sobre eles. Tem como patrono o Vilagran Cabrita.
Fonte:
www.exercito.gov.br
Hellwig
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Curiosidades - 1810


Frédéric Chopin nasce na Polônia, tornando-se mais tarde um dos maiores compositores e pianistas da história (foto à direita).
Fontes:
http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/dtbs/ceara/jati.pdf
http://pt.wikipedia.org/wiki/1810
Jociele Rezende
Biografia de Sampaio

Nasce em 24 de maio de 1810, filho de Antônio Ferreira de Sampaio e D. Antônia de Souza Araujo Chaves, o futuro Patrono da Infantaria, Rainha das Armas, Antônio de Sampaio, em Tamboril, na Capitania do Ceará. Sampaio não foi uma criança com regalias e não tinha acesso à educação adequada, numa época em que não muitos eram instruídos. Era trovador de esquina e cantava serenatas amorosas acompanhado do violão nos saraus e festas. Após se apaixonar por Maria Veras, uma camponesa, fugiu da cidade em busca da capital da Província, perseguido pelo pai da moça.
Aos vinte anos se alistou no 22º Batalhão de Caçadores, no Forte, hoje Fortaleza. À época, as Forças Armadas eram corretivo para os desajustados. Seus inimigos de Tamboril continuavam em seu encalço e então, pediu transferência a seu comandante para o Rio de Janeiro, asilo de refugiados. Ainda na unidade cearense recebeu a graduação de 3º sargento, e em 1832 participou de seu primeiro combate contra rebeldes do governo após a abdicação de Dom Pedro I, onde saiu vitorioso.
Após uma emboscada militar, Antônio de Sampaio vai preso, escapa e é encontrado
Em 1835, seu batalhão foi mandado ao Pará, em socorro, na revolta de Cabanagem. Lá prestou concurso de pacificador e se feriu num combate em 10 de outubro, integrou ainda a expedição que restabeleceu a vila. Em seguida, na Província do Maranhão, a vila da Manga é invadida por Raimundo Gomes e Manoel Francisco dos Anjos Ferreira (conhecido como Balaio - daí o nome Balaiada). Na tropa, foi comandado por Lima e Silva. Em 1839, foi nomeado Alferes e após Tenente. Em 1841 passou a comandar o destacamento de Pastos Bons, com a guerra civil já cessada, e depois a vila da Chapada.
Em 1843 passou a capitão, pelo heroísmo na Balaiada; e o grau de Oficial da Ordem da Rosa, pelos serviços prestados ao Maranhão. Em 44 foi nomeado Ajudante-de-Ordens do Comando das Armas e mais tarde a servir às ordens do presidente Bittencourt. Ainda nesse ano expedicionou para a Província do Rio Grande do Sul, na Guerra dos Farrapos, onde permaneceu até o fim.
Pela Revolução Praieira, recebeu “pela inteligência, zelo e circuspecção com que desempenhou as funções” menção honrosa.
Em 1849 casou-se com Júlia dos Santos Miranda, mesmo ainda pensando na camponesa de Tamboril. Teve quatro filhos.
Em 1850, foi mandado ao Rio de Janeiro, mais tarde regressando a Pernambuco. Em 1852 participou da batalha de Monte Caseros, de Oribe e Rosas. Tomaram do inimigo a chácara de Caseros, 24 bocas de fogo e uma bandeiram, tudo entregue ao Governo de Buenos Aires. Recebeu medalhas da Campanha do Uruguai e Buenos Aires.
Apresentou-se em Montevidéu como Major e no mesmo ano voltou ao Brasil, para Caçapava. Passou a tenente-coronel e recebeu a comenda de Cavaleiro da Ordem de S. Bento de Aviz. Voltou ao Rio de Janeiro onde foi nomeado Comandante do Corpo Policial da Corte. Dali a tempo, apresentou-se em Bagé, tornando-se lá Coronel; e ao retornar a Montevidéu, o grado de Brigadeiro e Oficial da Ordem do Cruzeiro.
Na data de seu aniversário, em 1866, luta na Batalha de Tuiuti, onde foi ferido três vezes com granada, na perna e nas costas. Morreu a bordo do vapor Eponina no destino a Buenos Aires, satisfeito com a vitória da batalha.
Seu nome surgiu como referência a todos os infantes na 2ª Guerra Mundial, quando virou “Medalha de Sangue do Brasil”, destinada aos feridos da guerra. Na medalha, há três estrelas vermelhas-sangue, a memória de seus ferimentos.
Em 13 de março de 1962, por Decreto do Executivo Federal, é escolhido como Patrono da Arma da Infantaria.
Fonte:
"Os Patronos das Forças Armadas" do General Olyntho Pillar, pela Biblioteca do Exército Editora, Rio de Janeiro, 1981.
Jociele Rezende